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HOMILIA DO PADRE ERNESTO 15 SETEMBRO DE 2009

19/09/2009

 

Homilia  do Pe. Ernesto Cunha na Festa de Nossa Senhora da Soledade e Ação de Graças pelos sus 90 anos de vida  15/09/2009.  

           A Sagrada Liturgia convida-nos hoje a contemplar o rosto da Santíssima Virgem Maria Nossa Senhora, Mestra e Mãe e aprender as lições de vida, que Ela Discípula aprendeu de Deus : A Fé  a Obediência a Cruz.

          Virgem Fiel é bem aventurada porque acreditou. Antes de conceber o Verbo Divino feito carne, concebeu-o em sua mente pela Fé. Acolheu na fé o anuncio e promessa trazida pelo Anjo Gabriel. Acreditou que nada é impossível a Deus e deu assentimento a todas as conseqüências que advieram em sua vida, desse ato generoso. Mais tarde dirá o aposto São Paulo “ eu sei em quem depositei a minha fé” ( 2º Tim. 1.12 ).

          Nossa Senhora acreditou em Deus Pai,  de quem é filha, em Jesus Cristo, de quem é Mãe e no Divino Espírito Santo, de quem é esposa. Sua adesão foi total. Deixou-se plasmar pela Santíssima Trindade. É também pela fé  que devemos submeter-nos a Deus Criador. Como barro nas mãos do oleiro. Oferecer a Deus nossa inteligência e nossa vontade, características do nosso Ser. Doar –nos totalmente a Deus com a certeza de que somente em Deus podemos viver.

         "Quem de vós, disse Jesus aos Judeus incrédulos, pode com sua preocupação acrescentar um só minuto à duração da sua vida" . Ele Abraão o homem escolhido para dar origem ao povo do qual nasceu o Messias, também a fé foi a exigência de Deus.

           Pela fé, ele ofereceu seu filho único em sacrifício apesar da promessa de uma geração como as estrelas do céu. A fé exige de nós a Obediência que regula nossa liberdade. “Se permanecerdes em minha Palavra. Disse também Jesus aos judeus, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

         Guardar a Palavra é Obedecer. Nossa Senhora foi a discípula que guardou a Palavra e a pôs em pratica . Faça-se em mim segundo tua palavra, disse ao Anjo da Anunciação, Verdadeira Discípula, aprendeu de Jesus a Obediência, o remédio para a desobediência que arruinou a humanidade. “ Eis que venho, no rolo do livro está escritoa meu respeito, que eu cumpra tua vontade” é o Salmo39 ou 40 que traduz a Obediência de Jesus, o Servo sofredor, predileto pelo profeta Isaias. Não abriu a boca , como o cordeiro levado ao matadouro. “Apresentei minha face aos que me arrancavam a barba, não protegi meu rosto contra os escarros e ultrages “. A barba era o sinal da dignidade. Arrancar a barba era o máximo das injurias.

  Cuspir no rosto, o maior desprezo. Em obediência a Palavra de Deus, Nossa Senhora abraçou o sofrimento. Carregou antecipadamente em sua vida a cruz de Jesus. Preparou com seu sangue o sangue do cordeiro que tira os pecados do mundo. A Igreja celebra na devoção de nosso povo as 7 dores de Nossa Senhora. Na apresentação de Jesus no templo de Jerusalém, Ela vê nos braços do velho Simião a Cruz do Calvário, Altar, onde a vitima Sacrossanta, agradável a Deus, um dia haveria de oferecer-se ao Pai Eterno, para Salvação dos degredados filhos de Eva. A Virgem – Mãe preparou esta Hóstia durante 30 anos, no holocausto das provações porque passou cada dia outra dor de Nossa Senhora foi o Exílio. –  O que passou com  São José e o Menino Jesus nos braços, cavalgando em um jumentinho pelo deserto  - viver com peregrino em terra estranha – o escaldante Egito, cujas montanhas, aos raios do Sol refletem como fogo.  Imagens de Nossa Senhora do Desterro, são as mães pobres caminhando por nossas ruas com filhinhos nos braços: crianças desnutridas, rostos suplicantes – retratos da fome, sem que delas se compadeçam os corações de pedra. Nas provações bem menores porque passamos tenhamos fixos os olhos na Virgem Mãe do Desterro. Em 33 anos se passaram no silencio e contemplação, na perfeita união com a vontade de Deus. Nas alturas do calvário conclue Nossa Senhora seu discipulado e abre para nós o Livro da Sabedoria. A Cruz de Jesus. É o epílogo de sua existência. Não esteve somente junto à Cruz, mas dentro da Cruz, exatamente o que mais tarde dirá o Apostolo S. Paulo na carta aos Felip. 1, 24 “ Para mim o viver é Cristo  - E Cristo Crucificado”. Verdadeiramente só se vive o Mistério da Cruz, assumindo-o com o Espírito do Divino Mestre, - é o desafio que nos faz Jesus no Ev. de S. Mateus 16, 24. “ Se alguém quiser ser meu discipulo, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”. Renegar-se a si mesmo é entrar na cruz. Para nós isto é possível se palmilharmos as pagadas da multidão dos Mártires e Santos confessores, dos quais Nossa Senhora das Dores é a primeira, Regina Martirum  - Rainha dos Mártires    

 

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