Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
HOMILIA DE DOM MOACIR SILVA NO ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS DA DIOCESE

10/05/2011
Homilia de Dom Moacir na Missa pelos 30 anos de nossa Diocese
04/05/2011

Estamos reunidos em torno do altar do Senhor, celebrando a Eucaristia, pela qual rendemos graças a Deus, nosso Senhor pelos 30 anos de nossa querida e amada Diocese de São José dos Campos, por todos os dons e graças que Ele derramou sobre esta porção do seu povo ao longo desses anos.
 
Rendemos graças a Deus pelos 30 anos de Ordenação Episcopal do nosso caríssimo Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro e nosso primeiro Bispo Diocesano. São 30 anos de incansável serviço na edificação da Igreja de nosso Senhor, a serviço da construção do Reino de Deus, a serviço da salvação das almas.
 

Rendemos graças a Deus pelos 25 anos de Ordenação de nossos caríssimos Diáconos: Hamilton Simões de Souza, José Antônio Monteiro de Carvalho (Zico), José Arantes Lima, Jurandyr Nogueira da Silva, Mauricio Barbosa Lima, Otilio Raimundo de Souza e Orival de Souza Titico.
 
Rendemos graças a Deus pela Beatificação de João Paulo II, neste dia de hoje. Foi ele quem criou a nossa Diocese no dia 30 de janeiro de 1981 com a Constituição Apostólica Qui in Beati Petri; foi ele quem nomeou os três primeiros Bispos desta Diocese. Ele pisou o solo joseense no dia 4 de julho de 1980, quando ia de Aparecida a Porto Alegre. Agora, glorificado junto de Deus pedimos que ele continue a olhar com carinho para esta Igreja particular de São José dos Campos.
 
30 anos de caminhada eclesial, 30 anos de evangelização. Percorremos um bonito caminho; muita gente deu sua contribuição para este caminhar de nossa Diocese. Por isso, coloco sobre este altar e no coração de Deus todas as pessoas que fizeram acontecer este caminho eclesial e evangelizador.
 
A Palavra de Deus que ouvimos nesta celebração nos convida a refletir sobre a comunidade como lugar do encontro com o Cristo Ressuscitado, como lugar da experiência da fé.
 
A primeira leitura nos apresenta algumas características da primeira comunidade cristã; características que somos convidados a reproduzi-las em nossa comunidade eclesial. Neste nosso aniversário de 30 anos, elas nos convidam a um exame de consciência pessoal e comunitário.
 
A primeira comunidade era perseverante em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações.
 
O ensinamento dos apóstolos não é uma mera repetição das palavras de Jesus, mas uma reflexão a partir da Vida e obra de Jesus, que se adapta às diversas circunstâncias e ao público a que se dirige.
 
Para perseverarmos no ensinamento dos Apóstolos precisamos voltarmo-nos para as fontes, para as palavras do Novo Testamento, sem cair numa mera repetição, mas acolhendo o seu dinamismo.
 
A primeira comunidade perseverava na comunhão fraterna. A palavra comunhão, nos Atos dos Apóstolos, é usada, antes de tudo, para indicar a comunhão dos fiéis com Cristo. A comunhão dos cristãos com Cristo gera a comunhão entre eles, a comunhão fraterna. A comunhão com Cristo e a comunhão fraterna levam também à comunhão de bens materiais, como testemunha a 1ª leitura. A comunhão de bens é a expressão natural da realidade da fé e a medida do amor a Deus e da união a Cristo, aos irmãos, à humanidade.
 
Os primeiros cristãos perseveravam na fração do pão. Fração do pão é a expressão usada para designar a Eucaristia. A Ceia eucarística tornou-se o centro da vida comunitária dos cristãos.

O Beato João Paulo II ao apresentar as prioridades pastorais para a Igreja no inicio do novo milênio, nos falou da Eucaristia dominical, dizendo que é preciso dar particular relevo à Eucaristia dominical e ao próprio domingo, considerando-o um dia especial de festa, dia do Senhor ressuscitado e do dom do Espírito Santo, como atesta o Evangelho de hoje.
 
Dizia o Papa, desejo insistir em que a participação na Eucaristia seja verdadeiramente, para cada batizado, o coração do domingo: um compromisso irrenunciável, assumido não só para obedecer a um preceito, mas como necessidade para uma vida cristã verdadeiramente consciente e coerente. Ao congregar semanalmente os cristãos como família de Deus à volta da mesa da Palavra e do Pão de vida, a Eucaristia dominical é também o antídoto mais natural contra o isolamento; é o lugar privilegiado onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada.
 
As primeiras comunidades perseveravam na oração. Nos Atos dos Apóstolos, a oração acompanha tudo, como na Vida de Jesus. Aqui retomamos as palavras do Beato João Paulo II: “Nossas comunidades, amados irmãos e irmãs, devem tornar-se autênticas escolas de oração, onde o encontro com Cristo não se exprima apenas em pedidos de ajuda, mas também em ação de graças, louvor, adoração, contemplação, escuta, afetos da alma, até se chegar a um coração verdadeiramente apaixonado”.
           
O Evangelho nos apresenta duas aparições do ressuscitado: uma no dia mesmo da ressurreição e outra, oito dias depois. Isso testemunha para nós um fato: desde o dia da ressurreição a comunidade cristã se reúne para encontrar-se com o seu Senhor. A comunidade reunida é o lugar da experiência do Senhor ressuscitado.
 
São João chama a atenção para a incredulidade do Apóstolo São Tomé. Será que foi só Tomé que teve dificuldade para acreditar na ressurreição? Certamente não. No Evangelho de Marcos encontramos a afirmação de que Jesus “censurou-lhes a incredulidade de coração por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. Em Lc 24,38, Jesus diz: “Por que estais perturbados e por que surgem dúvidas no vosso coração?” e Mt 28,17 anota “alguns ainda duvidavam”. Tomé representa todos aqueles que tiveram ou têm dificuldade para crer na ressurreição.
 
No tempo em que o Evangelho de João foi escrito, já fazia bastante tempo que Cristo havia ressuscitado. Em algumas comunidades alguns reclamavam por não terem visto o Senhor ressuscitado. É por isso que São João nos apresenta Tomé. Com isto João diz para aquelas comunidades e para nós também o seguinte: o Ressuscitado tem uma Vida que não pode ser apalpada com as mãos e nem vista com os olhos. Só pode ser objeto da fé. Isto vale também para os Apóstolos, embora tenham tido uma experiência única do Ressuscitado.
 
Onde Tomé encontra a fé? Onde obtém a certeza de que Jesus ressuscitou e está vivo? Na comunidade.
 
Jesus poderia ter aparecido a Tomé num momento em que ele estivesse sozinho, na oração, face a face com Deus. Mas o Ressuscitado não quer se manifestar ao individuo isolado, privilegiando um só discípulo ou incentivando-o a guardar a fé para si mesmo. Não! Jesus chama seus discípulos para que juntos formem a comunidade, o novo povo de Deus, como testemunhas do amor fraterno que não pode ser separado do amor a Deus.
 
Tomé fez a experiência do Ressuscitado, na comunidade reunida. Para nós não é diferente. É aqui, na comunidade reunida para celebrar a Eucaristia que fazemos a experiência do Cristo vivo; é aqui que partilhamos a fé com os irmãos e, por isso mesmo, crescemos na fé. A Comunidade é lugar do encontro com Cristo e o lugar da partilha da fé.
 
Por fim, nosso louvor à Trindade Santa.
 
Louvor a Vós Trindade Santa por todas as pessoas que deram o melhor de si na construção de nossa história eclesial.
 
Louvor a Vós Trindade Santa pelos nossos dois primeiros Bispos: Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ e Dom Nelson Westrupp, SCJ que com sabedoria, entusiasmo, fortaleza e muito amor gastaram parte de suas vidas conduzindo os destinos desta Igreja Particular.

Louvor a Vós Trindade Santa por todos os padres, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, por todos os leigos e leigas que, segundo a condição própria de cada um, contribuíram na construção desses trinta anos de nossa história.

Louvor a Vós Trindade Santa por todos que deram o melhor de si na preparação e realização desta Celebração.
 
Louvor a Vós Trindade Santa por todos os dons e graças concedidos a esta porção do vosso Povo ao longo desses trinta anos. Obrigado Trindade Santa. Amém!

Voltar

 
| Política de privacidade © 2009 Paróquia Nossa Senhora da Soledade. Todos os direitos reservados.