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DOM MOACIR CELEBRA 1º DIA DA NOVENA DE NOSSA SENHORA DA SOLEDADE

12/09/2011

               Neste ultimo dia 09 de Setembro teve início a Novena de Nossa Senhora da Soledade a missa foi celebrada por Dom Moacir Silva que instituiu novos ministros extarordinários da comunhão para nossa paróquia. Confira a homilia feita por Dom Moacir neste dia especial.

               Dentro do tema central: “Palavra de Deus, fonte de vida para humanidade”, hoje somos convidados a refletir sobre “a Palavra de Deus e a origem da vida”.                 Palavra de Deus! O que entendemos com esta expressão Palavra de Deus? O Papa Bento XVI, a partir do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja com a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, nos apresenta cinco conceitos para a expressão Palavra de Deus.                 Fundamentado no capítulo 1º do Evangelho de são João, onde se afirma que o verbo estava junto de Deus, o Verbo era Deus; e este Verbo “fez-se carne” (Jo 1, 14); por isso Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, é realmente o Verbo de Deus que Se fez consubstancial a nós. Assim a expressão Palavra de Deus acaba por indicar aqui a pessoa de Jesus Cristo, Filho eterno do Pai feito homem. Aqui temos o primeiro conceito de Palavra de Deus: A pessoa de Jesus Cristo (cf. VD, 7).                 O segundo conceito da expressão Palavra de Deus identifica-se com o livro da natureza, ou seja, a própria criação; a Palavra de Deus se expressa também pela obra da criação. (Faça-se a luz e a luz se fez; façamos o homem...) A Palavra de Deus está na origem de tudo, na origem da nossa existência humana, da nossa vida humana (cf. idem).                 O terceiro conceito da expressão Palavra de Deus identifica-se a história da salvação. Nela Deus fez ouvir sua voz; com a força do seu Espírito, falou pelos profetas. Por conseguinte, a Palavra divina exprime-se ao longo de toda a história da salvação e tem a sua plenitude no mistério da encarnação, morte e ressurreição do Filho de Deus (cf. idem).                 O quarto conceito da expressão Palavra de Deus identifica-se com a pregação dos Apóstolos. Eles obedeceram ao mandato de Jesus Ressuscitado: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura” (Mc 16, 15). Assim a Palavra de Deus é transmitida na Tradição viva da Igreja (cf. idem).                  O quinto conceito da expressão Palavra de Deus identifica-se com a Sagrada Escritura, Antigo e Novo Testamento. Tudo isto nos faz compreender por que motivo, na Igreja, veneramos extremamente as Sagradas Escrituras, apesar da fé cristã não ser uma “religião do Livro”: o cristianismo é a ”religião da Palavra de Deus”, não de «uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo (cf. idem).                 “A Palavra de Deus e a origem da vida”. O Prólogo de São João afirma, referindo-se ao Logos divino, que “tudo começou a existir por meio d’Ele, e, sem Ele, nada foi criado” (Jo 1, 3); de igual modo na Carta aos Colossenses afirma-se, aludindo a Cristo “primogênito de toda a criação” (1, 15), que “tudo foi criado por Ele e para Ele” (1, 16) [cf VD, 8). Portanto, a Palavra de Deus, que é a Pessoa de Jesus Cristo, está na origem de todo o mundo criado, está na origem da vida, está na origem da vida de todos e cada um de nós.                 A vida humana é sagrada, porque desde a sua origem, supõe a ação criadora de Deus e mantém-se para sempre numa relação especial com o criador, seu único fim. Só Deus é senhor da vida, desde o princípio até o fim: ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de destruir diretamente um ser humano inocente.                 Deus proclama-Se Senhor absoluto da vida do homem, formado à sua imagem e semelhança. A vida humana possui, portanto, um caráter sagrado e inviolável, no qual se reflete a própria inviolabilidade do Criador.                  “A Palavra de Deus e a origem da vida”. E a Palavra que ouvimos na Sagrada Escritura, nesta liturgia, nos apresenta São Paulo consciente de suas atitudes antes de se encontrar com Jesus Cristo, Palavra de Deus, e do como foi agraciado por este mesmo Jesus Cristo que confiou em Paulo e designou para o serviço do Evangelho. Paulo reconhece que este gesto de Jesus Cristo para com ele é fruto da misericórdia.                  A vida do cristão está inteiramente situada entre estes dois pólos: a experiência da misericórdia de Deus e a solicitude misericordiosa pelos irmãos.                 No Evangelho encontramos Jesus que criticava a postura dos fariseus, mas também se preocupava com a mentalidade corrente entre os seus discípulos. Os fariseus pretendiam ser um exemplo consumado de piedade, só porque davam mostras de ser zelosos no cumprimento da Lei.                 Muitos ficavam bem impressionados com o testemunho de fidelidade a Deus, que eles davam. Jesus, porém, não se deixava enganar, pois conhecia a falta de solidez do estilo de vida dos fariseus. Pouca coisa restava além de exibicionismo. Portanto, era loucura deixar-se encantar por um testemunho de vida desse quilate. Seria como se um cego pretendesse ser guiado, com segurança, por outro cego.                 Entre os discípulos, difundia-se, também, uma perigosa mentalidade. Havia os que se mostravam severos com os irmãos, censurando-lhes a mínimas faltas, sem estarem dispostos a corrigir as próprias faltas pessoais, muito mais graves. Eram hábeis para perceber um cisquinho no olho alheio, mas incapazes de dar-se conta da trave que tinham no próprio olho.                 Jesus não podia suportar tal hipocrisia. Para estar em condições de censurar o próximo, era preciso dispor-se a corrigir as próprias faltas. Neste caso, a severidade daria lugar à benevolência, e a impaciência, à compreensão. A atitude de juiz dos pecados alheios seria substituída pela solidariedade com a fraqueza humana. Que apelos esta Palavra de Deus faz para nós hoje? 

                Que Maria, a mulher do silencio e da escuta da Palavra da Palavra de Deus, nos ajude e nos acompanhe na escuta e vivencia desta mesma Palavra, hoje e sempre. Amém.

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